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O sal é uma substância essencial ao homem e indispensável a todos os tipos de vida anima.
Podemos constatar a importância do papel desempenhado pelo sal, através dos registros da história da humanidade.
A sua produção e utilização podem ser encontradas em ilustrações e escritos que datam do início da civilização.
A salga dos alimentos já era um costume bastante difundido no Egito, cerca de 4.000 anos antes da era Cristã.
Os gregos e os romanos utilizavam o sal também como moeda para suas operações de compra e venda.
A palavra latina "salário" deriva do sal, uma vez que em sal se pagava uma parte do ganho das legiões romanas.
A inda hoje um dos principais acessos de Roma se chama "Vila Salaria", pois era por esse caminho que chegavam as caravanas trazendo sal para a capital do império.
Até o século XVIII, a ordem de precedência dos comensais num banquete era indicada em relação ao saleiro de prata maciça colocado na mesa.
À cabeceira, acima do sal, sentavam-se o anfitrião e os convidados mais ilustres.
Os menos nobres, ficavam abaixo do sal, mais distantes do anfitrião.
No final do século XIX e começo do século XX o sal, atém de ser usado como condimento e produto medicinal, passou a ser uma das matérias-primas essenciais para a indústria química.
O seu emprego hoje é extremamente variado. É utilizado para a produção do cloro, soda cáustica, barrilha, ácido clorídrico, vidro, alumínio, plásticos, têxteis, borracha, hidrogênio,
celulose e outras centenas de produtos das indústrias químicas, metalúrgicas, de alimentos e diversas outras.
O sal está presente na composição de 104 dos 150 produtos químicos mais importantes e, juntamente com petróleo, carvão, enxofre e calcário, é uma das cinco matérias-primas básicas
que condicionam direta ou indiretamente quase toda a moderna indústria química.
A grande diversidade de aplicações exigiu especificações técnicas extremamente rígidas para o cloreto de sódio destinado à indústria, trazendo em conseqüência, nos últimos anos,
grandes melhoramentos tecnológicos, que são acompanhados permanentemente pelas Empresas Salineiras, que se mantêm assim, em condições de atender às exigências dos mercados nacional e internacional.
Tanto a CIRNE - Companhia Industrial do Rio Grande do Norte coma a S.A. Salineira do Nordeste - SOSAL estão situadas na região nordeste do Brasil, onde as condições climáticas são excepcionais para a produção de sal.
A precipitação pluviométrica anual média é de 500mm, concentrados em sua maioria, no período de março a maio de cada ano.
A evaporação anual média é de 2.800mm. O solo impermeável, a alta temperatura e o regime de ventos constantes (velocidade média de 25 Km por hora) são fatores ideais para a precipitação do sal nos cristalizadores, principalmente no período que vai de junho a janeiro.
Durante esses meses, o sal precipitado atinge uma espessura em torno de 20 cm.
As empresas salineiras
As empresas Salineiras são formadas por um conjunto de três companhias dedicadas à produção, industrialização e comercialização de sal obtido pro evaporação solar.
O Controle acionário das Empresas Salineiras é da Frota Oceânica Brasileira S.A.
A superfície total das três salinas alcança 9.000 hectares e, no momento, as áreas de cristalização soma 520 hectares, o que permite a produção de mais de 1,2 milhão de toneladas de sal por ano.
Os investimentos em obras de expansão nas Empresas Salineiras permitirão uma produção anual superior a 2 milhões de toneladas em futuro muito próximo.
Processo de Produção
As Empresas Salineiras produzem asl através de um processo contínuo de evaporação da água do mar que é bombeada eom aproximadamente 3,5 por cento de sais totais, dos quais très quartos são cloreto de sódio.
Para cada tonelada de sal produzida, utiliza-se aproximadamente 45 m³ de água do mar.
A água do mar qwue foi inicialmente bombeada, vai fluindo pelos diversos evaporadores e paulatinamente aumentando sua concentração de cloreto de sódio.
Ao atingir o último evaporador, a salmora já se encontra saturada e preparada para alimentar os grandes cristalizadores onde, durante os meses de junho a janeiro de cada ano, o sal é precipitado.
O sal é colhido mecânicamente, lavado com salmoura saturada e empilhado nas áreas de estocagem, onde aguardará para ser comercializado.
Beneficiamento
Em linhas gerais, o sal baneficiado poderá ser de dois tipos:
1. SAL MOÍDO
O sal grosso é transportado da área de estocagem para o armazém de moagem, onde é moído e iodatado, sendo embalado em sacos de polietileno ou polipropileno trançado de 1,25 ou 50Kg.
2. SAL REFINADO
Na refinaria o sal grosso recebido da pilha, recebe uma segunda lavagem, é moído ainda úmido e centrifugado. Ao deixar a centrífuga, o sal entra em uma coluna de secagem onde, em contato com o ar pré-aquecido, é seco e ao mesmo tempo transportado para um resfriador.
Ao sair do mesmo, o sal é classificado em peneiras vibratórias, é iodatado e embalado em sacos de polietileno de 1Kg para o consumo humano direto ou em sacos de polipropileno trançado de 25 / 50Kg para a indústria alimentícia.
Qualidade
Com a utilização das mais modernas técnicas operacionais, é alcançada uma qualidade excepcional, como atestam as análises químicas realizadas pela S.G.S, no nosso sal exportado:
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